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quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Na curva do tempo

 

Na curva do tempo eu vi evidências incomum.
Vi homens e mulheres errando pelo caminho
Vi casais do mesmo sexo trocando carinho.

Vi homens se beijando, chorando, sorrindo
Predadores e presas se interagindo.

Vi mulheres reivindicando direitos
– statu quo e reconhecimento –
O novo surgindo e o antigo se refazendo
– como conceito, fórmula ou sentimento –;
E pessoas em autodesprezo lutando e se redimindo.
E nas arestas do mesmo espaço eu vi outros se agredindo.

A estrada é fixa e reta
O rio é que corre rápido ou lento.
Vejo que a vida é o mesmo que tempo.

Vi casais que juraram amor eterno se traindo
Vi o sábio, de coração puro, padecer sozinho.
Tudo era normal, exceto as cenas de carinho.

Vi que o perfeito se torna imperfeito se for estático
E o mutante e variável tem em si a mais bela perfeição.

É chocante o contraste.
Mais chocante ainda é a contradição
Pois, politicamente somos todos iguais
E cristãmente somos irmãos.

Nem tudo o que é bom é permitido, plausível
Nem mesmo o simplesmente apetecível ao coração.

Eu já vivi muito, mas quero ainda muito mais.
Quero ir além, até aonde o olhar alcança.
Por isso ando, ando, olhando além dos ideais.
A
inda hei de ver como é a estrada num mundo de paz.