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domingo, 27 de janeiro de 2019

Prazer e solidão


Na noite monótona de silêncio
Em que parece imóvel o tempo
E se ouve apenas a respiração
E o pensamento
É difícil conter a angústia,
Tão grande é o sofrimento de quem ama.

O coração se inflama, não cabe no peito
E não há remédio que dê jeito
De conter o desejo, a dor, e a solidão.

Cria-se e recria o ambiente perfeito
Como preparasse o leito
Sabendo tão breve o prazer
Como breve é a vida e sua ilusão.

Depois vem o vazio
Como embrulho sem conteúdo
O prazer do nada, absurdo
A queimar-se de frio

E a chama gelada murcha o coração
O alívio é adormecer
Mas logo vem amanhecer
E renova-se a aflição.

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