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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Bromélias de Minas


Acabou-se o leito do rio
_ nosso pequeno riacho _
E lá se foram todas as bromélias
Arrastadas rio abaixo.

E o ninho de Guaxo?! Tinha filhotes.
Quem viu, viu; não os vereis jamais.

Foram levados pela enxurrada de lama
Do estrato ferroso das minas de Minas Gerais
Ai, acabou-se o leito; acabou-se o rio
Acabaram-se os quintais.

E os nossos sobreviventes
_ sim, hão de sobreviver à dor!_
Ao tocar adiante a vida, contarão histórias,
Porque uma tragédia nunca é esquecida.
Enfim, contarão histórias verídicas
Dos entes seus e de outras famílias.

E alguém há de se lembrar das bromélias
Dos beija-flores, do guaxe, dos destroços…

Será que alguém viu naquele carvalho,
Aquele dia,
Naquela manhã
As novas orquídeas?…

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