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domingo, 9 de julho de 2017

Mulher

Somente a mulher, tal qual a que eu amo,
É capaz de sorrir se o coração sangra.
É fúria contida, é paz, é luz e sombra;
É orvalho ao sol protegendo a rama.

Somente a mulher, tal qual a que eu amo, é divina e humana:
Tem poder sobre tempo, tem peito, anseios, tem seios, mas é inteira mamas.
Incendeia o mundo e com um simples gesto apaga as chamas.
Trata a vida com esmero.
Acolhe o riso e a dor.
Pega espinhos brutos e os transforma em flor.
Todo novo amor é sempre o primeiro;
Por isso tem frescor, é virgem sempre, o ano inteiro.

Todas as mulheres, tais qual a que eu amo, são divinas e humanas.
Isso explica porque a mulher sempre se renova, renascendo pra vida, no seu doce aroma.
Arde, aflora e sangra. 

E quando não sangra... Eis o milagre da vida e a felicidade dela e de quem a ama. 

Um enigma

Eu sonhei que as pessoas do mundo inteiro davam-se as mãos em volta do planeta.
Eu não entendia porquê.
Ninguém segurava a minha mão.
E eu não entendia porquê...
Os corpos encobria o sol até que a terra ficou totalmente na escuridão.
E de repente alguém sorriu pra mim.
E quando olhei para o alto vi seus olhos brilhando.
E um a um, todos os olhares tornaram-se raios de luz.
E essa luz veio na minha direção, e se expandiu, e penetrou pelos meus olhos e se expandia dentro de mim.
Ai, então, eu acordei. Eu acordei assustado. Assustado, talvez não, mas subitamente; porém feliz.
Ninguém segurava a minha mão, mas todos estavam dentro de mim. Eu estava cheio de luz. Feliz
O que será que isso significa?

Ainda é um enigma.

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