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sábado, 27 de maio de 2017

Aqui, agora

Enquanto caem as folhas e o sol passeia
Tudo parece sereno,
Até os pensamentos e a melancolia;
Coisas de nós se vão ao vento
Mas algo fica anuviando a face,
Inflamando as veias.

Da minha janela, da minha aldeia,
Tudo parece sereno,
Até os pensamentos e a melancolia
_ a saudade traz e leva... _,
Como reflexo de ouro na areia.

Parecem lágrimas celestes,
Dourados raios perfurando a teia,
Como chuva prateada contorcendo os vãos entre folhas dos arvoredos;
Assim como minhas entranhas se contorcem em dor difusa.
Todo o corpo é ferida viva, é medo;
Grito mudo, lamento de chuva,
Gotas de orvalho a inundar aldeia.

O que de sagrado sopra e ao outono incendeia?!
Saudades...
O doce amargo, beleza triste...
Verso sereno que o pássaro gorjeia.

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