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sábado, 27 de maio de 2017

Aqui, agora

Enquanto caem as folhas e o sol passeia
Tudo parece sereno,
Até os pensamentos e a melancolia;
Coisas de nós se vão ao vento
Mas algo fica anuviando a face,
Inflamando as veias.

Da minha janela, da minha aldeia,
Tudo parece sereno,
Até os pensamentos e a melancolia
_ a saudade traz e leva... _,
Como reflexo de ouro na areia.

Parecem lágrimas celestes,
Dourados raios perfurando a teia,
Como chuva prateada contorcendo os vãos entre folhas dos arvoredos;
Assim como minhas entranhas se contorcem em dor difusa.
Todo o corpo é ferida viva, é medo;
Grito mudo, lamento de chuva,
Gotas de orvalho a inundar aldeia.

O que de sagrado sopra e ao outono incendeia?!
Saudades...
O doce amargo, beleza triste...
Verso sereno que o pássaro gorjeia.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Flor e haste

Ela,
Não é caprichosa mimèsis
Tampouco apurada arte poiein
É obra da natureza, deveras
Completa, em tudo, divina beleza.

Adoro desejar-te
E desejada tu adoras ser;
O pensamento não é libertino,
Afinal, bons amigos somos,
Eu e você.

Diante da flor airosa,
Que faminto olhar desabrolha,
O homem cai;
E tal oculta flor agora exala
Doce aroma que, ao meu, se junta e espalha
O que for, sei lá, se esvai
De volta a ti por nada ser.
Flor desgarrada e eu extinto,
Suprimindo,
Tu em mim
Eu em ti
E o amor sem nada.

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