Meus livros

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sábado, 31 de dezembro de 2016

A desvantagem de ser um só.

Eu reconheço os meus erros e as minhas limitações. Eu tenho uma qualidade que é também um grande defeito: eu sou delicado. E essa qualidade me impede de ser um bom amante, por consequência, isso me impede de ser feliz. E como acredito que o amor e o prazer sexual estão entre as coisas que mais proporcionam felicidade, a cada dia me sinto mais e mais distante de fazer parte do ranking das pessoas felizes. Estou me sentindo excluído dessa elite. Ainda ontem uma pessoa me disse:
_Você é uma pessoa delicada, sensível, inteligente, muito especial.
Fiquei muito emocionado. As pernas tremeram. E não era pra menos, ela me fez um grande elogio. Ela disse que eu sou uma pessoa sensível e muito especial, no entanto, exatamente por isso não podia ficar comigo. Tá de brincadeira, né?! Isso doeu. Mas ela tem razão. Eu reconheço os meus defeitos. Agora, como corrigir isso?
Dupla personalidade todo mundo tem e eu sei lidar muito bem com as entidades que incorporo para transitar pela vida. Sei me comportar conforme as consequências e de acordo com o ambiente. Frequento lugares distintos.
Já fiz muita loucura. Sou capaz de arriscar a vida para ficar com uma mulher que me desperte interesse e faço de tudo para agradá-la, principalmente na cama; porém, sou delicado e sensível. Delicado demais pelo jeito. Na sequência ela disse que os poetas vivem a vida com muita intensidade. Disse também que sempre tomou cuidado para não me ferir. No meu caso, nesse em específico, eu precisava apenas ser bipolar e pular de um extremo ao outro. Dizem que esse é o segredo dos bons relacionamentos: saber ser o que esperam que você seja. Ou seja, tem que saber interpretar. Claro, de acordo com a situação. O homem tem de ser flexível. Todo homem pode e deve sim fazer de tudo para ser um bom amante e ser feliz.
De certa forma, no momento, ser delicado me impediu de ser feliz. Acho que eu devia ter sido mais ousado e agressivo diante dela. Talvez uma atitude mais determinada, mais marcante. Devia chegar chegando, como dizem. Acredito que o sucesso depende muito da nossa capacidade de realização e, sendo tão delicado, tenho certas limitações. Por exemplo, eu não consigo falar palavrão; tem mulher que adora ouvir e falar palavrões. Tem mulher que adora comportamento agressivo; eu não consigo agredir uma mulher. Embora a quem diga que eu sou agressivo com nas gentilezas. É difícil entender.
Eu reconheço que falhei, por isso estou empenhado em me tornar um homem mais interessante para as mulheres. Prova disso é que hoje, feriado, eu abri mão de trabalhar no meu artigo científico e até deixei de ir para a praia só para estudar o meu comportamento e traçar uma estratégia de mudança eficiente para botar de novo a minha vida nos trilhos. “O mundo muda o tempo todo”, diz a minha professora de administração, “e nós temos de acompanhar as mudanças e inovar para nos adaptarmos ao mundo e seguir em frente”. Acabei de ler isso quando tentava escrever sobre o comportamento humano dentro das organizações. Transferi essa reflexão para a minha vida pessoal e entendi que é hora de mudar, então fui buscar ajuda. Parece inacreditável, mas a mulher tem mesmo razão. Eu me deparei com vários depoimentos que comprovam o que as mulheres precisam e buscam num homem. Pasmem, não são delicadezas. É atitude e ousadia. Agora eu entendi o motivo de ter sido rejeitado, é porque sou muito comportado. Delicado demais, eu diria. Eu constatei isso nas minhas pesquisas que, aliás, são muito confiáveis. Afinal de contas não como contestar o próprio passado. Apesar de que... deixa pra lá. A seguir você vai poder conferir muita coisa.
Eu não recorri nem à internet nem aos livros comuns, porque existe muita coisa falsa por ai. Eu recorri aos apontamentos do meu velho diário. E veja só, as lembranças e os casos corroboram para a necessidade de uma mudança drástica e urgente caso eu queira voltar a viver as fortes emoções que eu tanto gosto. Leia e confira.
Mas atenção, por se tratar de fatos reais e de pessoas queridas, evidentemente, os nomes dos atores e os ambientes foram alterados; no entanto, as ocorrências são narradas tal como foram relatadas ao escritor ou vividas por mim que, nesse caso, sou proprietário do diário e cujo nome também foi substituído.
Confira o caso a seguir.

Briga de casal

Ambiente de Call Center. Prédio da operadora. Rua da Consolação. 3º andar. Departamento de Suporte Técnico. Sexta-feira-feira, 24/09/2010. Dia de Far Fan.
A porta do elevador se fechou. A escada estava interditada. O casal que vinha discutido pelo corredor do refeitório continuou na discutição.
_ Vai se foder, caralho! Piranha é sua mãe. Aquela vaca.
_ Não mete mãe no meio. Deixa minha mão fora disso.
_ Desculpa, vai. Você me tira do sério.
_ Pedi desculpe direito.
_ Ah! Você doido. Tá viajando.
_ Quem manda você ficar dano bola pra todo mundo. Só porque ele é chefe você fica toda derretida, mostrando os dentes.
_ Eu?! Ah, tá bom. E não igual a sua mulher não, meu.
_ Olha lá como você fala da minha mulher. Ela não fica se oferecendo pra qualquer vagabundo, não. É uma mulher direita.
_ Vocês homens são todos iguais. São machistas. Acham que só vocês podem tudo e as mulheres nada; a gente tem de ficar esperando pra servir. Vai agredir a tonta da sua mulher, a mim não... O que?
_ Você tava se abrindo toda pra ele.
_ O que foi que você disse antes? Mulher direita?
_ Você tava se insinuando para ele.
Ela o interrompeu, depois de se dar conta da comparação feita.
_ Sobre a sua mulher. Tá me comparando com ela? Ta dizendo que ela é melhor do que eu? Vai se ferrar, meu!
_ Pelo menos ela não da de cima dos meus amigos. Ela se dá o respeito.
_ Então por que você tá comigo? Fica com ela então. Por que não me procurou? Ela parou de dar pra você?
_ Ah! Vai tomar no cu porra. Não da pra conversar com você. Boca suja. Coisa feia. Parece maloqueira.
_ Eu não tava me oferecendo para ninguém.
_ Tava sim que eu vi. Não tenta me fazer de idiota não. Faltou se arreganhar pra ele.
_ Não tava, não. Mas agora eu vou dar pra qualquer um, e daí? Você não meu dono. Vou dar pro primeiro que aparecer na minha frente.
_ Foda-se. Problema é seu.
_ E você que fique com a sua querida esposa. Santa do pau oco. Mas fica sabendo que enquanto você trabalha ela recebe visitinha dos irmãos. Se você é tão macho, por que não bate no pastor ao invés de bater em mulher? Você merece ser corno mesmo. Não preciso de você. Tem um monte de homem ó _ rebolou, exibindo o corpo _ babando por esse corpinho.
Ele ficou paralisado. A palavra pastor o deixou mudo. Alguma coisa que até então estivera aprisionada no seu subconsciente se libertou subitamente.
O silêncio incomodou Vilma que ao olhar para o lado me viu encostado na parede esperando pelo elevador e instintivamente relacionou os fatos com precipitação. Ela pensou que o namorado havia se calado por conta da minha presença, mas se estivesse mais atenta teria percebido que a sua língua afiada o havia ferido profundamente.
Pararam de brigar. Ela nem percebeu que ele estava pálido, parecia ter engolido alguma coisa intragável, e tinha os olhos cheios de lágrimas quando se firmou com as duas mãos na parede.
Eu os cumprimentei e entrei no elevador como se nada tivesse visto e escutado. Ela também entrou.
_ Ele tava bêbado ontem à noite. Fica imaginando coisa. Eu não trai ele. Mania de traição. Em todo lugar que eu vou é assim. Quer controlar tudo que eu faço. Vê coisa que não existe. Eu me demorei no banheiro, só isso. A Zulmira, minha amiga, do fale conosco, sabe, ela tava comigo. Ele acha que eu sumi porque estava com o gerente.
“Ela foi dar uma rapidinha”, pensei.
_ Deixa ele. Você é muito bonita. Dá um gelo nele que você vai ver quem ele é de verdade. Ai ele vai te dar valor.
_ Largar?
_ Sim.
_ Ele não presta _ disse, relembrando algum fato. _ Gosta de bater, sabe.
_ Então...
_ Você me acha bonita mesmo?
_ Linda. Qualquer homem seria capaz de loucuras por você.
_ Acha mesmo?
_ Claro. Tenho inveja dele. Não por ser quem ele é, mas por ter ficado com você. Você merece ser admirada, bem amada. Merece carinho.
_ Nossa! Ninguém nuca me falou isso, assim... Como é seu nome? Você é tão delicado!
_ Prazer. Eu sou o seu homem.
_ Ai, meu Deus!
E aconteceu o nosso primeiro beijo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Na real

Algumas pessoas são agraciadas, a vida sempre pegou pesado. Bate forte.
Dizem que nos mais sensíveis ela gosta de dar porrada pra valer. Bate tão forte que a qualquer gigante derrubaria. Já os mais sensíveis podem cair, mas logo se levantam. Parece ser uma estratégia meio covarde, não acha? Os mais frágeis deviam apanhar menos. Mas não é assim que funciona a lei da vida para com as almas ousadas que apenas optam e insistem por sentir em si os sentimentos de caráter de origem divino. Hum!?
Vaso ruim não quebra? Não. Vaso maciço, bem forjado, não quebra.

Dizem que quanto mais frágil o homem mais ele sofre e leva porrada. A teoria se baseada na lógica do movimento do universo. O homem não é capaz de entender o seu sincronismo. Os mistérios pertencem aos deuses, ao homem cabe o encanto.

O universo dos deuses ou seres espirituais fica noutra dimensão, porém é um universo que comporta o nosso no qual pensamos pertencer e existir. É algo como que paralelo dentro do núcleo. Entretanto, nada é real; não pertencemos a ele nem sequer existimos. Tudo nesse mundo é apenas reflexo de algo ilusório. Dizem que tudo que pode ser destruído não pode ser real, porque o que é, sempre será o que sempre foi. Faz sentido. A terra pode ser destruída a qualquer momento. Consequentemente...

Por isso, prezados irmãos e irmãs, não vale a pena ser arrogante, intolerante, mesquinho. Bobagem!  Você nem é você.  
Você é mortal e eu morrerei daqui a pouco, digamos... mil anos? Muito pouco, né? Justifica-se, não sou muito frágil. A pesada mão do tempo já se faz demais pra mim. Frágil e sensível? Já fui.

Por mais longo que fosse o tempo de vida, nunca ia satisfazer ao homem. Já pensou nisso?

Cair na real é um dos episódios de humor da epopeia humana que mais agrada aos deuses. Eles se divertem. O verdadeiro você e eu deve estar assistindo a isso, nós, e dando muita risada agora. Bobo!

Em algumas pessoas as porradas da vida são mais intensas. A vida bate mais forte e machuca muito, no entanto, se a vida bate com amor,  passada a dor as lembranças são carícias. 
Mas raramente a vida bate com mãos carinhosas como fosse “poena materno” (punição materna), não acha? Ela tem sido madrasta.

Como será a mão da vida? Antes, eu acho, que era a igreja. Como bateu! Deus me livre. Hoje ela parece tão boazinha! Boazinha e arrependida. Acho que, até que enfim, ela entendeu a mensagem do livro revelação, o Apocalipse.  Será qual é a mão que castiga a humanidade hoje? A mão da justiça não é. A política? Você pode ter razão. Veja o Brasil, o Satanás tomou o poder. E o homem pensa que está no comando. Coitado! Manda porra nenhuma.


Vou ali pagar umas contas e toma uma. Bora lá! 
Ah, vai trabalhar? 
Então, boa sorte e Feliz ano novo!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Se joga!

Percebendo que eu estava triste e pensativo, ela disse:
_ Se joga, menino! _ disse e sorriu.
Não vou falar do sorriso dela nesse momento. Não agora. Mas não resisto à tentação de antecipar que, alegre ou triste, é o que existe de mais encantador nesse mundo. Mas vamos aos fatos.
O que fica nas sombras, por detrás das palavras ou detrás no silêncio dos gestos, pode mudar nossas vidas se for interpretado corretamente em tempo hábil. Mas a verdade esbarra na barreira do silêncio das palavras.
"Se joga!", ela disse.
Se bem que eu acho que não foi só isso...
Malditos códigos! As mulheres têm mania de falar claramente por meio de códigos. Não é sim, quero não quero,  amo não amo. Às vezes é o que é o que se diz ser.
Eu estava enfeitiçado por aquele sorriso. Como sempre, eu estava encantado. Eu já o adverti mil vezes: "Raimundo, Raimundo, não a encare! Não olhe nos olhos dela! Não repare no sorriso! Desvie o olhar.  Fuja!". Mas não tem jeito. E fugir pra onde? Como? Diante de tanta beleza!? Eu já tentei antes. Fugi uma vez. E o que aconteceu? Alguma coisa ficou me espetando o coração e a minha memória ficou me cobrando por não alimentá-la com todos os detalhes daquele corpo e a lembrança daquele brilho no olhar espargindo alegria. Ainda hoje me dói aqui ó!  Cá pra nós, eu choro.
"Se joga,  menino!”, ela disse.
Mas teve um complemento aí.  Eu sei que teve. O problema é que eu a olhei nos olhos e ela sorriu. Isso me desmonta. Bem... Ah! Já sei!  Eu me lembro agora. Quando ela se levantou pra ir fazer sei lá o que,  eu a observava como sempre;  então, ao passar diante da minha mesa piscadinha de olho, delicadamente, e disse:
_ Se joga, menino! _ sorriu e depois completou: _ Se joga pra vida. Não pense; se joga!
Foi isso.
Ela era a vida.
Ela já havia me dito isso antes. Não fazia muito tempo não. Mas as mulheres têm um método diferente pra contar o tempo. Contam o tempo como se vivessem na Terra do Nunca. Eu nunca fui lá. "Se joga, menino!", ela disse. Depois me chamou pra sair. Conhecer a família; sabe? Fiquei louco de alegria. Mas não fui. Ela usava aliança e se casaria em poucos dias. E eu já estava apaixonado.
Naquela época eu achei que não suportaria vê-la com outro toda a noite de festa. Eu passei a noite toda sozinho. A família havia viajado. Por certo estavam bem porque não me mandaram nem uma mensagem sequer. Eu apaguei as luzes e fiquei no escuro, ouvindo música clássica na maior altura. Era pra abafar o ruído dos fogos. Depois faltou energia. Aqui sempre falta energia. Ah! Eu fiz um poema: 
Noite de festa,
Estou só.
Todos viajaram.
Sol, mar, água de coco, mulheres, gente...
Por certo estão bem, ninguém se lembrou de mim.
O mesmo se repetiu na passagem de ano. Mas aí eu resumi o poema:
"Por certo estão bem, não se lembraram de mim.", diz tudo né?
Por isso esse ano eu jurei: "Vou ficar com ela!"
Então quando ela sorriu pra mim eu também sorri pra ela e ficamos de frente, olho no olho. E que engraçado,  ela disse de novo: "Se joga,  menino!  Não pensa muito não."
Conversamos. Ela é incrível...

Mas as palavras, agora,  tinham outro sentido. O que eu sinto não, não mudou nada. É amor.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O lobo e a lua

Não adianta o lobo uivar para a lua, ela não se aproxima; mas nada o impede de escalar a montanha pra vê-la mais de perto. E quando se sente ameaçado pela desilusão ele sonha que é pássaro e pode voar.
Eu não quero ser um incômodo para você. Pelo contrário, quero o teu céu límpido para que você navegue serena ao alcance dos meus olhos para esse eterno encantamento da minha alma. Contudo, meu amor, se isso a incomoda, se te incomoda o saber que o olhar de uma alma apaixonada a admira no seu deslizar pelo infinito tão distante, então, ignore-o; saiba porém, que são muitos os teus admiradores. Ignore a todos. São almas pequeninas.
Mas posso garantir que somente o olhar de uma única alma a contempla com tanto amor e tanta paixão. Mas se quiseres cegar-me, que seja, faça-o.  Feche meus olhos. Mas, por favor, continue brilhando. O equilíbrio do universo depende de ti.

domingo, 18 de dezembro de 2016

A vida e o viver a vida

Conviver com as diferenças?...
O que você deseja da vida?
Você é feliz?
O mundo como está o agrada ou realidade o aborrece?

Para conviver bem comigo mesmo eu não preciso necessariamente ser uma pessoas feliz.
Eu preciso me compreender e me permitir que em conflitos compreenda para que possa ser compreendido, isso para todas as tentativas de descobertas de quem sou eu e o que é a vida.
E ela, a vida, é uma eterna aprendizagem.

Eu não sou feliz.
Acho até que aquele que se diz feliz não tem consciência de como é a realidade do mundo em que vive. Perdoe-me a franqueza, mas acho egoísta e insensível.
Não quero ser diferente, quero ser melhor.
Não quero viver em paz, quero conviver com a paz.
Não quero simplesmente amar e ser amado, quero o amor dentro de mim, e que esse o amor possa espargir de mim para dentro do coração das outras pessoas.
Não quero ser o centro do mundo, quero o mundo inteiro em harmonia e dentro de mim.
Você teria um lugarzinho pra mim dentro do seu mundo, no seu coração?

Bom dia!

domingo, 27 de novembro de 2016

Eu gozo, tu gozas

Rasguei minhas cartas suicidas
Recolhi a corda, joguei a cadeira fora;
Pontuei com reticência a última palavra
Para que não me matem antes da hora.

Os puritanos se deleitam em mutilar desejos
Do homem
Com os quais se atormentam por não poder gozá-los
Ainda vivendo.
Mas eu me recuso a morrer antes do tempo,
Com fome
Pois quero antes deliciar do fim o orgasmo pleno .

Teus lábios, minha cereja
A língua tesa na membrana, arde
Lambe do escroto à cabeça
Igual a sorvete de chocolate.

Chupa... beija, lambe, chupa...
Esconde inteiro na boca, ansiedade louca
E a gente confunde prazer e dor
E toda angustia que o sexo oculta.

A gente se esquece enquanto se funde
O chocolate aquece e derrama igual a chantili
Eu amoleço e você amolece,
Mas o clitóris se aborrece implorando o fim.

Teus lábios, minha cereja, tudo é teu e meu,
Gozo soberano
Entrada e ceia no banquete profano
Nos leva aos céus, em doce abandono.
Mas antes, mais um deleite, beijos,
Depois sono.

Podemos ficar assim, adormecidos,
Esperando o recomeço ou novo fim.
Bom demais ejacular o orgasmo mundano,
Na cara do mundo orgulho, somos sujos,
Divinamente, porém, somos humanos.

Eu gozo, tu gozas, nós gozamos...

sábado, 26 de novembro de 2016

Tentando entender o mundo

Pra quê, pergunto eu, diante da questão aberta.
O mundo não muda.
O mundo é feio de pessoas.
Pessoas não mudam.
Nem mesmo com o poder divino dado à pessoa santa ou pessoa certa.
Mudar é transfigurar-se ou reconstituir-se.
Isso talvez doa, pois depende de mudar primeiro a si mesmo,
Pessoa por pessoa.
Mas não se muda o mundo senão pela boa vontade de todas as pessoas.
Tentar entender o mundo, por que?, bobo.
Apenas leia-o.
Observe-o e leia.
Leia-o como se o fizesse a toa.
Desde que o mundo é mundo se pensa no mundo.
E se pensa no mundo somente porque o muno é mundo,
E porque o homem é parte do mundo
E nem todo mundo cabe no mundo
Porque poucos são os que governam o mundo
Nenhuma Maria nem José,
Muito menos Raimundo.
O mundo pertence aos piratas
E estes vivem noutros mundo.
No inicio só existia o vazio
E no vazio silêncio
E do silêncio nasce a consciência
E da consciência a poesia
E a poesia tornara-se luz
E esta em sentimentos
Enfim vida, amor.
Mas o homem sufoca a tudo isso com o egoísmo.
Pela fé ou pela ambição, da na mesma, o caminho é o do hedonismo. Sempre pelo prazer carnal no corpo do fascismo.
O discurso pessimista de um pensamento não cala o homem, mas também não se dá por questão fechada. O pensamento impera por si mesmo se bem ou mal educado.
O homem sempre reluta em achar saída no escuro quando a luz é apagada. Na dor é assim e também o é no amor em pleno esplendor da sua alvorada. Entender pra quê? A vida segue alheia, indiferente a questões pensadas.

Posso entender a loucura de quem ama, mas não posso entender a obcessão dos egoístas.
Também, por mais que eu tente, não consigo entender a indiferença por quem ama manifesta por parte daquele que é amado.
Posso entender o desespero por nada ter de tudo que se quer muito, mas não posso entender o obsessivo desejo de ter aquilo que a outro pertence por direito.
A propósito, o amor que alguém sente não é direito senti-lo por quem quer que seja? Ou amar é virtude e também defeito?
O que do que sinto me pertence? O que do amor é meu?
O que de mim sou eu?
Eu entendo a mulher que se atirou da janela.
_ o marido era político? Não!?_,
Consciente do que era, nada, atirou tudo ao chão.
Há muito já estava morta a alma, apenas o corpo se espatifou no chão.
Também o fez a mulher do crápula e a amante do santo.
Muitos preferem o nada ser em meio a igual multidão.
Eu entendo o que se entorpece de drogas.
Eu entendo o que ri sem motivo de graça.
Eu entendo o que ri da própria desgraça,
Eu entendo o humorista,
O que passa a vender flores,
O que tenta cultivá-las;
Eu entendo o palhaço.
O que, por caridade, distribui abraços.
Eu entendo o bêbado, não o boêmio.
Eu entendo bem aquele que reclama da sorte
_ dependendo de como ele faz seu compêndio _,
Também entendo àquele que diz que ter um amor é um grandioso prêmio. Entendo sua inocência e falta de senso.
Entendo aquela que não acredita mais no amor, não porque não acredita, porque sei que na verdade ela perdera a esperança. Isso torna a conquista, para o amor de amanhã, num desafio maior.
O amor não tem vida fácil, principalmente se desiludido foi a pessoa qual ele ama.
E que graça teria viver o amor só descanso e cama?
Posso entendê-los a todos, mas não me entendo nem perdoo se me flagro sendo igual. O que torna uma alma especial é ela ser igualmente propensa aos erros e acertos das demais e, contudo, resistir, mesmo que doa não trair a própria consciência.
Se Deus fez tudo do nada e o deu de presente ao homem, por que o homem a tudo quer transformar em nada e devolvê-lo a Deus novamente vazio? Ademais e, porém, vazio e estragado.
Posso entender a tudo e a todos, sem exceção, menos o descaso.
Por isso entendo a ira de um deus bondoso zangado.
Posso entender o comportamento estranho de inércia física e a incessante luta mental no tudo querer e tanto sonhar e nada ter.
Entendo até os que se matam. Também os que se perdem na loucura e cometem crimes bárbaros. A vida é bárbara quando não existe harmonia; quando não existe a troca de gentilezas e a disposição para o abraço. Mas a vida também é bárbara, por excelência, pela comunhão da amizade na luta por mais espaço.
Entendo a todos. Até aos que não me entendem eu os entendo.
Só não entendo o eu que a mim me desdenha e condena tão fraco.

Até mesmo a fraqueza comum, a aparente inércia ou falta de atitude em prol do que sinto é condenável, porque eu sei de cor como devo agir, entanto, me reprimo acovardado.
Todavia, é natural que assim me atenha diante da espantosa beleza que tem o frágil ser semelhante amado.
E não oferecer ao amor abrangente solicitude é pecado mortal; por isso me sinto condenado à morte lenta do viver contemplando a vida sendo eu no amor imortal.
Beba da taça e deguste o vinho sem refletir. É assim que se vive. Só assim se é feliz.
“Sorria!” o anúncio diz.
O olhar das câmeras ainda não distingue o movimento da alma sã de uma penada.
O dia é de sol e penumbra.
No trabalho, entre os dissabores do ofício alguns caprichos do amor. Palavras.
Rimos, sim, da desgraça alheia. Ninguém é perfeito. Todos os dias, a toda hora, rimos. É que a maturidade do homem acaba refletindo nos seus sentimentos. E quanto mais o homem se perde ainda mais ele ri. O homem feliz, então, já se tornara alheio.
No amor também é assim, navega-se ansioso, porém, seguimos inconscientemente tranquilos nas ondas agitadas de um mar desconhecido. A pessoa amada peca por omissão.
Ela saberá disso? Acho que sim. Ela entende das leis.
Tento ler os jornais.
A previsão do tempo é instável.
Ignoro o horóscopo, mas não o repudio.
Tudo parece imprevisível.
Mas nota-se que tudo é previsível dentro de toda a previsibilidade.
Os holofotes se movimentam. As luzes caem sempre nos mesmos pontos obscuros, neutros, sem transparência e má claridade.
A realidade vivida é um ponto cego no tempo?
Sim, responde um pensamento, apenas para satisfazer o ego.
O Brasil está em protesto.
O mundo está em protesto.
Pelo o que protestam?
Cuba protesta.
Pelo que protestam?
Ai, meu Deus, é muito protesto!
As formigas protestam.
As abelhas estão em protesto.
As borboletas da minha rua estão em protesto;
Os pássaros também estão.
Os pombos, os beija-flores, as mariposas, as libélulas, os mosquitos...
_ o Aedes Aegypti não _,
Mas as joaninhas desapareceram.
Os pardais sumiram. Foram embora?
As mulheres do meu tempo, as musas, se foram...
A todos eles eu entendo;
A eles sim, eu os perdoo.
O sentido da nossa permanência não é o jardim, são as flores e frutos e o que deles está por vir.
Tudo está se acabando, por isso os entendo perdoo.
Mas ao homem eu não o perdoo.
Enquanto observador eu lerei as pessoas e ao mundo.
E quando eu não for mais gente, humano, vingarei com a minha ausência de alma humana.
Todavia, ausência não significa silêncio.
Do jardim que cultivamos nada restará, nem flores nem espinhos.

De humano talvez restem palavras.
Algumas palavras.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O buraco do metrô

Jogaram na privada
A linha quatro do metrô;
Não cabia tanta merda
O buraco se zangou.
O buraco fingiu sono
O buraco fingiu fome
O buraco fingiu luxo
O buraco fingiu tudo.
O buraco fingiu. 
O buraco crescia e ninguém via.
O buraco tava com fome
O buraco engoliu o lixo
O buraco engoliu o pombo
O buraco engoliu homem.
O homem tava no buraco
O homem tava com fome.
Ninguém via o crescer o buraco da fome?
Ninguém via o buraco comendo homem?
E o homem do buraco alimentado à fome?
E a fome comendo o homem?
Comendo a fome do homem.
O buraco engoliu rua
Engoliu carros
Engoliu o homem _ homem trabalhador.
Engoliu a grávida, o tio, o avô
 Engoliu trator
Engoliu tudo:
O cego, o surdo
Até o criado-mudo.
Escapou o monstro.
O monstro é cria de Personas
Tubarões, donos,  sócios e fiscais,
Outros são peixes pequenos
São meros animais.
O buraco ainda faz vítimas
Fizera naquela sexta sete vítimas fatais,
Mas aos olhos da justiça não há culpado
O que houve foi má sorte, pois,
Várias faces tem a morte
Entre elas fenômenos naturais.
Ademais, nem tudo na vida tem final feliz
Cada família que chore os seus
Se quiser achar culpado, disse o juiz,
Ponha mais essa na conta de Deus.
O buraco engoliu o bicho.
O buraco engoliu o homem.
É o buraco da corrupção.
Ainda tá engolindo gente
Tem uma fome de leão.
É buraco da propina engolindo o cidadão
É o buraco do metrô, buraco do Tatuzão.
Eita buraco feio;
Eita buraco do cão!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Trecho de um poema pra acordar os mortos

Tudo que me lembro, de antes,
é de ter me esquecido de tudo.

Como se houvera parado o tempo
Naquele instante de breve silêncio
que sutilmente nos tocamos.
Acho que Deus estava presente;
pois havia uma energia incomum,
um calor estranho, ardente, intenso,
queimando, correndo nas minhas veias;

E algo me deixou suspenso, leve,
Como aranha flutuando, presa
num só fio da sua teia.
Feche os olhos, meu amor, feche os olhos
Ignore meu gemido
pense que vem do mar essa onda, esse perfume,
Esse ar umedecido.
Deixe escorregar pela face meus lábios sedentos
deixe-os beijar
beijos agora soltos
fazer carinhos afoitos
ou em total desalento.
Deixe minhas mãos abrir caminho devagar
decorando percursos e o momento
E os dedos vagarem por orifícios
descobrir fontes de pensamentos.
Feche os olhos, meu amor, feche os olhos.
Esqueça meu gemido
Esse suspiro cortado;
É o cheiro inebriante do teu perfume oculto,
agora revelado.
Agora, muito mais que antes, é teu
somente teu o meu amor,
amante eterno e apaixonado...

O homem e o homem

O homem tornou-se inimigo do homem,
fez do mundo a arena do jogo do vale-tudo.
Tiram a todos a paz,
tentam tomar-lhe tudo:
água, o ar, e o pão...

Esconderam com manto cinza o céu;
desviam as chuvas, cobrem nascentes, tiram-nos o chão;

O bem se tornara mal, e o mal se tornara bem.
Já nem mesmo descanso de morte, por bem, lhe é direito;
Sete palmos de terra não mais se têm.

E por falar em pão
_ pão e vida, vida e pão _,
o homem, coitado, ao homem, no seu ganha-pão,
arranca-lhe o couro e lhe fura os olhos
por apego ao ofício, pela sustentação;
por puro prazer, ou por ambição.

Quando não é corrente é chicote,
senão os dois, é descarte,
extermínio, ou exclusão.

E sem trabalho não se pode ter teto
_ que dirá sonhos !_,
arroz e feijão;
só lhe resta a morte certeira
e a incerteza de ressurreição.

Pena que o homem limite ao homem o movimento à perfeição.
O que não e comprado é plágio,
_ plágio do plágio roubado _,
arte beleza-feia,
condenada à destruição.

domingo, 30 de outubro de 2016

Provocações


sábado, 15 de outubro de 2016

OVNI/UFOs

Objeto voador não identificado captado pelas câmeras da Estação Espacial ISS da NASA.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Tese _ A Necessidade de Leis Universais

Abrangência dos direitos humanos
Alguns acontecimentos são indicadores da necessidade de mudança. Fatos extraordinários surgem diariamente e apontam que é preciso que se faça uma nova avaliação quanto à eficácia e abrangência das Leis da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pois, há evidências de que a convalescente notoriedade da mesma se torna limitada à extremidade de um curto espaço-tempo. No decorrer da história, nas diversas vezes que se fazem necessárias intervenções da supremacia judicial para a aplicação das leis dos direitos humanos, muitas vezes a decisão divide a opinião pública. Contudo, toda situação de transição em que nos encontramos envolvidos, direto ou indiretamente, apresenta oportunidades de reflexão. Os ajustes dos conceitos das aplicações das leis ocorrem nas soluções de problemas gravíssimos incomuns aos do cotidiano. E com ou sem inconformismo dos governos e de seus súditos ou, ainda, outros países mais conservadores, a abrangência do poder diminuí a soberania dos ditadores e órgãos autocráticos, mesmo se presos ao poder por conceitos envelhecidos. Em um tempo em que o mundo evolui cônscio de sua unidade, o universo se expande e, por conseguinte, garantem os cientistas, o espaço habitável se ampliará imensuravelmente. Parece de extrema conveniência que todos os conceitos sejam revistos visto que, para a exploração humana, nem mesmo o céu é o limite. Ou seja, a humanidade literalmente está sofre ameaças iminentes, e precisa de socorro. As primeiras providências na busca por medidas preventivas em defesa da raça humanidade pode ser através da Corte Internacional de Justiça, principal órgão judiciário da Organização das Nações Unidas. O homem precisa soltar seu gemido e fazê-lo ecoar como uníssono grito.
É bem verdade que temos de conviver com situações aparentemente injustas, como a atuação dos países superdesenvolvidos que pressionam e sufocam os governos, para impor sua vontade às nações mais enfraquecidas. Com o faz, hoje, os Estados Unidos e União Europeia. Não obstante, as dificuldades, a facilidade de acesso a informações, todos os impulsos à consciência da realidade do campo político e o progresso da humanidade na busca constante por implementações e descobertas, concretizam também a evolução de todos os humanos. Assim se espera, caso contrário, ocorrerão danos irreparáveis, e de possibilidades irrepreensíveis na sua luta por justiça. Conforme declarado, hoje, a pessoa é o verdadeiro sujeito do direito internacional dos direitos humanos; entretanto o mundo evoluiu de forma assombrosa, a vista disso, a sua proteção vai além das fronteiras dos Estados. Mas ainda é muito pouco; a vida humana já está instalada além, e tem seu processo evolutivo acelerado fora da jurisdição terrestre. Todas as raças devem se unir nessa missão, a causa é nobre. O modelo de sociedade que queremos para o futuro tem de ser construída agora, a todo instante, hoje. 


PS. Em breve divulgaremos mais sobre essa campanha. Aguarde!

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Câmeras da NASA captam OVNI subindo






terça-feira, 26 de julho de 2016

Biglink TV _ OVNI hoje



Biglink TV Capta OVNI entrando na terra nessa terça feira 26/07/2016. Aqui você acompanha a transmissão ao vivo da NASA TV. Confira.

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