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sábado, 28 de setembro de 2013

Os olhos ardendo de amor

Tinha os olhos ardendo de amor, o coração palpitante, e no riso meigo percebia-se nítida ansiedade. As mãos úmidas, inquietas, ora ajeitava os cabelos, ora acariciava a si mesma, enquanto mordia de leve os lábios, tendo o olhar parado em algum ponto em mim.

Impossível imaginar o que pensavas. Contudo, bem sei que lançavas uma onda poderosa, energizante, que fazia meu corpo inteiro arrepiar-se estremecido pela impetuosidade do mistério que, me atraindo, me arrastava para juntinho de ti.

Tentei resisti.

Sabia, porém, da minha fraqueza e da incapacidade de ir contra as ordens do coração; pois quando meu olhar confronta-se com os teus olhos, sempre, minha alma mergulha para dentro de ti, deixando apenas um pouco da consciência do que sou em mim, para que eu não esqueça que pertenço a ti, e que toda essência da minha alma só não me abandona para unificar-se definitivamente e eternamente na tua alma, para que não ocorra de o mundo envelhecer e se acabar sem que todos saibam o que é amor. Como os poetas filosofar-se-iam? Senão o amor, igual ao nosso _ chamas flamejantes_ o que mais inspiraria lirismo à voz da paixão? Entende o que eu digo?

Separados somos autênticos e as chamas do nosso desejo jamais se apagarão.

Que saudade! Tínhamos os olhos ardendo de amor e os caminhos inversos.

Trecho do livro: "Um minuto, por favor!"

Um poema interessante

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