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quarta-feira, 26 de junho de 2013

A maldição do inverno

Itapevi, primeiro de inverno de 2013;
A maldição se repete:
A solidão se apresenta a mim, através de uma mensagem de texto, SMS.
Sinto um arrepio percorrer meu corpo inteiro.
É o primeiro presságio; o primeiro sintoma de abandono.

O anjo, amante-amigo, se transforma em fera indomável, enfurecida.
Ela foi se afastando aos poucos, de mansinho, como mãe desmamando seu filho, e se rebelou.
Sabe da minha dependência dos seus carinhos.
Sabe que na altitude a que fui levado pelo amor não saberei como prosseguir e não terei como me estabilizar.
E em queda livre não restara homem, muito menos forças pra recomeçar no amor.
Agora me cobra uma decisão e atitudes que não posso tomar.
As reivindicações são justas, porém não depende somente da minha vontade concedê-la. É o fim.

Eu tinha esperança de que ela repensasse. Eu a propus que reconsiderasse.
Eu estipulei um tempo pra que ela pensasse. Mas, pelo jeito, já era caso pensado.
Acho que o maior erro do homem é se precipitar ao dizer que ama; igualmente, ou erro maior talvez seja tardar tanto e não dizer "Eu te amo!".

Ficou o beijo; a lembrança do calor latente do sexo; a palavra amiga; os sonhos...
Até o último instante do dia eu esperei que ela voltasse... e ainda espero.
Então poderia dizer: Eu te amo! E num momento de êxtase ela também diga: Você é o meu homem.
Mas, por enquanto, tenho a maldição do inverno: a solidão.

É o fim.

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