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sábado, 24 de novembro de 2012

Ana, Flor Menina


Espere, por favor! Espere.
Se cheguei tarde ou cedo, não sei.

Mas estou aqui e vejo
O teu olhar, desejo,
Riso, que também é beijo,
A beijar-me você
Nos meus lábios sedentos.
_ Assim que a vi a amei _
Se cedo ou tarde, não sei.

Coroai-me,
Flor menina,
Coroai-me.
Enquanto a sós, Ana, coroai-me.

Coroai-me com teu olhar
Mesmo que seja um olhar furtivo;
Mesmo que seja apenas um flerte
Desses que nos deixa inibidos e cheio de dúvidas;
Desses, que nos faz suspirar sem razão.

Simplesmente por ser esta razão superior e mais pura, inalcançável ao nosso entendimento.
Um flerte!... Desses que por si sacodem o silêncio com voz de trovão
E somente a alma o ouve como fosse melodia.

Coroai-me, flor menina, nessa noite,
Coroai-me com teu sorriso
Com esse sorriso que só teu olhar possui.
Corroai-me de pétalas
Essas pétalas que como raios escapam dos seus olhos e clareia meus dias.

Ah! Essa esperança...
Essa esperança oblíqua
Nessa espera iníqua
Nesse desejo profundo,
Sobrevivente das malícias do mundo;
De sentimentos profanos e imundos,
Que condenam a beleza da inocência de um sentimento tão puro.

Coroai-me, nessa noite, flor menina,
Com tua presença e teu riso discreto e tímido...
Não se perturbe por mim, não por mim;
Apenas fique, aqui, quieta como sempre, dentro de mim, secreta.
Mas com certeza a minha noite se iluminará.
E deixe que meus olhos guardem n’alma toda tua sublime essência
Como lembranças e espanto de um eclipse.
O teu olhar e no meu olhar.

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